Danielle Panabaker realizou mais uma entrevista em podcast, desta vez ao “The Big Break”, apresentado pela atriz e diretora Kellie Martin e pelo ator e diretor Chad Lowe.

O episódio está disponível no Spotify. Acesse no link.

No podcast, intitulado “Danielle Panabaker e o guia do introvertido para se tornar ator”, a atriz contou sobre a sua trajetória, desde o seu primeiro contato com atuação no acampamento de verão de teatro, até o processo de tornar isso a sua profissão; contou algumas histórias frustrantes de trabalho, seu trabalho como diretora, falou brevemente sobre a sua família, entre outros assuntos. Separamos e traduzimos alguns trechos da entrevista, confira:

Sobre a sua experiência na direção:

Eu gosto, eu amo, eu venho fazendo isso há tanto tempo e eu sempre amei o processo de estar em um set e ver os diferentes departamentos se reunirem para colaborar, isso foi algo que eu sempre me interessei. Como diretora, você pode colaborar com os outros em uma capacidade diferente, e espero poder fazer isso em outras séries, com outros artistas.

Danielle também contou sobre como é dirigir a si mesma e em duas personagens diferentes:

Tive a oportunidade de me dirigir como as duas personagens, nunca na mesma cena, mas já me dirigi como Frost e como Caitlin. Mas é muito difícil ter essa concentração dividida, enquanto diretor você tem que prestar atenção em tantos detalhes durante a tomada e como ator você tem que estar presente. Então é essa divisão entre estar presente e fazer um bom trabalho como ator e também pensar como diretor “nós conseguimos pegar isso?”.

A atriz contou sobre a sua trajetória como atriz, que começou quando ainda era criança, junto com sua irmã mais nova:

Eu me considero uma pessoa introvertida e eu era muito tímida quando criança, eu me escondia atrás das pernas da minha mãe. Era muito tímida e tenho uma irmã mais nova que era muito sociável. Minha família se mudava a cada 2 anos enquanto eu estava crescendo, quando estávamos morando no subúrbio de Atlanta, acho que era verão, agora que tenho um filho entendo a beleza dos acampamentos de verão, e minha mãe colocou eu e minha irmã em um acampamento de verão de teatro por uma semana e eu e minha irmã adoramos. Então, começou com teatro, esse acampamento de uma semana e então continuou, era uma companhia de teatro local, não havia grandes produções, mas era o que eu fazia depois da escola e eu amava. Fizemos isso enquanto moramos em Atlanta, e então meu pai foi transferido, nos mudamos para Chicago. Quando eu estava em Atlanta foi quando tive meu primeiro agente. Tudo começou com o teatro, eu tive um agente em Atlanta para fazer comerciais, porque isso foi há provavelmente uns 20 anos. […] E em Chicago foi a mesma coisa, fizemos teatro comunitário. Em um ponto, depois que eu e minha irmã já estávamos atuando há alguns anos, alguém disse “você deveria ir para LA, para a temporada de pilotos” e nessa época minha mãe não dirigia em estradas, então ir para Los Angeles não poderia ser algo mais distante.

Danielle falou sobre como foi trabalhar com a sua irmã, Kay Panabaker, no filme Diário de uma Adolescente (Read It and Weep):

Eu estava na faculdade na época, um apreço para Disney Channel por terem apoiado a minha educação. Eu e minha irmã estávamos trabalhando e nos procuraram para minha irmã fazer esse filme, eu li e perguntaram o que eu tinha achado e eu disse “ah é tão fofo, Kay vai ser ótima e vai se divertir muito”, então me disseram que esperavam que eu interpretasse o alterego, o que nem tinha passado pela minha cabeça quando li o roteiro. Então eu e minha irmã fizemos esse filme juntas, que chama Read It and Weep (no Brasil, Diário de uma adolescente) sobre uma menina que escreve um livro e sua alterego fictícia ganha vida e causa um pouco de confusão. Eu estava na faculdade nesta época, na UCLA, e o filme foi gravado em Salk Lake City, então eu ia para as aulas durante a semana e na sexta à tarde, após a minha última aula, eu voava para Salt Lake City, trabalhava sábado e domingo. Então toda a produção gravava durante os finais de semana para que eu pudesse estar lá, o que era bom porque tínhamos que gravar em uma escola, então aos finais de semana a escola estava fechada. Gravávamos sábado e domingo, e na segunda-feira eu acordava 3 ou 4 da manhã, voltava para Los Angeles para ir para aula.

Ela explicou como se formou no ensino médio com apenas 14 anos:

Me formei bem mais nova, mas não era como se meus pais quisessem acelerar minha educação. Eu estava no primeiro ano do ensino médio quando alguém disse para minha família “Kay e Danielle deveriam ir para LA tentar a temporada de pilotos” e as chances de mudar para Los Angeles e conseguir ser ator estão contra você, é muito pequena. E acho que meus pais tinham uma dose saudável de realismo quando eles riram e falaram “ah tá, isso vai acontecer” e então nós íamos para Los Angeles rapidamente. Morávamos em Chicago, íamos para uma boa escola pública e não íamos sair da escola por muito tempo. Era para ser por poucas semanas e enfim o que aconteceu é que quando eu e minha irmã viemos para Los Angeles para a temporada de pilotos, nós duas fizemos pilotos e o dela se tornou série que durou algumas temporadas, e isso mudou tudo quando começamos a trabalhar. Acho que eu vim para LA com uma mala para uma semana e não lembro se voltei para Chicago. Nós duas começamos a trabalhar e minha irmã estava filmando em Vancouver, eu lembro que ela tinha que ir para Vancouver gravar um filme, e então ficamos por lá. Minha escola em Chicago era uma boa escola pública e as escolas distritais da California não eram muito boas, então com meus créditos, no meu segundo ano do ensino médio eu já estava na aula de cálculo na escola de Chicago, porque eu era muito boa em matemática, o que não é algo que eu diria agora. Meus pais tinham certeza que nós voltaríamos para a escola em Chicago após alguns meses, a única maneira de continuar a ter a mesma educação que eu teria em Chicago era fazer cálculo em uma faculdade comunitária local, então comecei a fazer cálculo em uma faculdade comunitária, na esperança de que as aulas iriam transferir créditos de volta para a minha escola de Chicago. Mas quando vimos que não voltaríamos para Chicago, eu pude transferir rapidamente meus créditos e fazer algumas aulas on-line para conseguir me formar no ensino médio.

E como logo após, aos 15, entrou para a faculdade:

Meus pais disseram que até eu fazer 18 anos, eu estaria na escola. Educação era muito importante para eles e sou muito grata por isso. Então quando fiz mais um ano para ter todos os meus créditos, eu transferi para UCLA e me formei.

Ao ser perguntada sobre qual projeto lhe deu a sensação de que tinha conseguido, Danielle falou sobre a minissérie da HBO, Empire Falls:

Quando você fala sobre um projeto mágico, foi mais ou menos na época em que minha família se perguntava “nós moramos em Chicago? nós moramos em Los Angeles?” e havia uma minissérie da HBO, e isso foi muito antes de HBO ganhar Emmys e tudo mais, havia uma minissérie chamada Empire Falls e estrelava Ed Harris, Helen Hunt, Paul Newman, Joanne Woodward e Dennis Farina, um elenco que até hoje é incomparável para mim. Acho que foi uma das últimas coisas que Paul fez. Eu fiz a audição e não soube de nada, meu agente na época disse que eu não me parecia o suficiente com aquela família porque não tinha olhos azuis e Ed e Helen tem olhos azuis e coisas assim, então siga em frente. Meses depois eu recebi uma ligação para fazer mais um teste e fui contratada bem rápido. E esse projeto foi gravado acho que em três meses, no outono de 2003, primeiro fomos para Nova Iorque, em um espaço de teatro, ensaiamos. E novamente, ver pessoas como Ed, Helen, era uma masterclass. Naquele ponto eu basicamente nunca tinha ido para um set antes, eu sabia o que era “vá para sua marca”, mas não sabia muito mais do que isso e Fred [Schepisi, diretor] foi um homem muito bom e generoso e me ensinou muito sobre o processo de filmar e fazer televisão. Havia uma cena em que eu tinha que segurar um pacote de bolacha água e sal e eu estava quebrando elas enquanto falava, o que é um instinto natural quando você é criança, você brinca com o que está na sua mão, mas alguém me chamou no canto e falou que ninguém podia me ouvir porque minhas falas estavam sendo gravadas em um microfone e quando eu quebro as bolachas, ninguém escuta o que estou dizendo. Então, apenas aprendendo o mais básico, e Fred editava enquanto estávamos filmando, então ele passava o final de semana editando e me deixava assistir, muito generoso. […] Eles eram todos divinos. O Ed, eu interpretava sua filha, eu não sabia o que era método de atuação, eu tinha 15 anos, e tinha feito aulas de atuação, e aulas de atuação quando você é um ator mirim é diferente de quando você estuda atuação, eu não sabia o que era o método, agora eu sei, obviamente. E a maneira como ele trabalhou para cultivar um relacionamento entre nós e a bondade e generosidade que ele me mostrou, ele é incrível. […] Foi uma experiência mágica. Eu não gosto de fazer audições, esse processo, mas estar no set e criando realmente é mágico. Não gostava de fazer audições nem quando criança, sou uma pessoa sensível, sei que rejeição é muito difícil.

Danielle falou brevemente sobre ter se tornado mãe durante a pandemia:

Tenho um bebê de quase 18 meses. Foi durante a pandemia, 2020 foi um momento marcante, eu voltei para LA para o parto e lembro de estar na sala de parto e o médico falando desse negócio de Covid, e tive o parto, e você sabe, depois que você tem um bebê, você só quer ir para casa. Eu queria ficar nesse casulo com meu filho e meu marido, mas lembro de abrir meus olhos uma semana depois e São Francisco estava com a ordem de “ficar em casa”, e eu não conseguia calcular o que era essa ordem, eu ficava “o que é isso? eles podem fazer isso? isso é algo?”, e aí não saímos de casa por meses porque estávamos morrendo de medo.

O apresentador do podcast, Chad Lowe, já dirigiu alguns episódios de The Flash e relembrou especificamente do episódio 6×07 “The Last Temptation of Barry Allen, pt. 1”, dirigido por ele, em que havia uma cena onde diversos personagens estão à mesa, em uma sequência de sonho, e começam a cuspir uma gosma preta. Ele diz que um tempo depois viu que Danielle estava grávida na época, mas ele, e a maioria das outras pessoas não sabiam. Danielle confirmou que estava grávida durante a gravação do episódio, que escondeu a gravidez durante um bom tempo e a cena realmente foi desafiadora:

Eu estava muito enjoada basicamente o tempo todo no trabalho e teve essa sequência de cena, um sonho, onde estávamos todos à mesa, incluindo alguns homens que sentiram a necessidade de discutir algumas coisas que não precisavam ser discutidas, conversas inapropriadas que deveriam ter acabado mesmo sem saberem que havia uma mulher grávida à mesa. Isso estava acontecendo e além disso, nos deram essa gosma preta que era feita de blueberry e era muito doce. Não sou uma pessoa de comidas salgadas, mas na gravidez eu só queria coisas de sal. E aí tinha esse xarope super doce que tínhamos que comer e segurar na boca. Você colocava na boca antes da cena e segurava na boca, e então, enquanto falava o líquido ia saindo da boca.

Danielle também comentou brevemente sobre como é equilibrar o trabalho e a maternidade:

É desafiador. Ontem não cheguei em casa antes de meia-noite, o bebê não tem um botão de soneca e meu marido trabalha em tempo integral também. É desafiador, mas acredito muito que nossas experiências nos aprofundam como pessoa, o que como artistas, podemos levar isso para o nosso trabalho e eu sei que mudou a minha vida de todas as maneiras possíveis.

Ela também compartilhou suas duas maiores histórias de frustração com testes e novamente contou sobre não ter conseguido o papel em Meninas Malvadas:

Uma das primeiras coisas que me mostrou que talvez eu era ok nisso de atuar e deveria continuar foi que eu fiz audição para Sexta-Feira Muito Louca e acabei perdendo, Mark Waters era o diretor e no final o papel foi para Lindsay Lohan. Recebi uma mensagem de voz de Mark, muito gentil, do tipo “você é boa, só não é a nossa garota”, então foi chato mas acho que me deu um apontamento de ‘você é ok nesse negócio de atuar, talvez deva continuar’. Anos depois, fiz Sky High, que foi do mesmo produtor de Sexta-Feira Muito Louca, então completei esse ciclo. E então, não lembro o ano, eles iam fazer Meninas Malvadas, Mark Waters era o diretor, e eu fiz uma leitura de mesa, estava lendo para Cady, Lindsay Lohan iria interpretar Regina e fizemos a leitura, acho que ela estava bem em alta na época, e o chefe da Paramount chegou e disse ‘se eu vou pagá-la 5 ou 7 milhões de dólares para ela estar no filme, ela será a estrela.’ Então, Lindsay era a estrela.

Danielle esclareceu aos apresentadores sobre a sua irmã, Kay, que não trabalha mais como atriz, e sim como zoologista:

Ela se aposentou da atuação e agora trabalha com animais em um zoológico. Acho que foi um daqueles casos de siga seu coração, siga a sua paixão, siga o que te faz feliz e ela teve esse momento. Quando você é criança, tudo é diversão, não há muita pressão, e há aquele momento, se você quer, onde você passa de um ator-mirim para um ator-adulto, e as apostas são altas, as coisas mudam, e acho que ela experimentou, e não quero falar por ela, mas acho que foi nesse momento que ela percebeu que atuação não era necessariamente a sua paixão para sempre.

Após isso, Danielle foi questionada sobre qual seria o seu plano B, se resolvesse se aposentar da carreira agora:

Não sei se tenho um plano B. A essa altura seria ser mãe, ainda estou aprendendo a fazer isso.

Confira a tradução do título e sinopse, e o link direto para o episódio do podcast:

Danielle Panabaker e o guia do introvertido para se tornar ator

“Era como se ela tivesse ganhado mega milhões! Estrela de The Flash, Danielle Panabaker pegou o vício da atuação no acampamento de teatro, mas seus pais céticos sabiam que carreiras de atuação de sucesso têm as mesmas chances de que ganhar na loteria. Mas ela ganhou! Danielle conversa com Kellie e Chad sobre a criatividade que os pais precisam para dar aos atores infantis uma educação no set – e as histórias de aulas de atuação são abundantes. Ela também descreve como é não apenas dirigir a si mesma, mas dirigir a si mesmo enquanto interpreta duas personagens! Isso é ciúme que ouvimos, Kellie? Ou talvez estejamos todos super impressionados!”

8×05 – “Armageddon, Part 5”

A EXCITANTE CONCLUSÃO DO EVENTO DE CINCO PARTES “ARMAGEDDON” TRAZ O RETORNO DE MIA QUEEN — A conclusão do Armageddon apresenta uma oportunidade pra o Flash (Grant Gustin) encerrar sua batalha da vida com o Flash Reverso (ator convidado Tom Cavanagh) para sempre, mas a recompensa pode ser demais para Barry e sua equipe aguentarem. Enquanto isso, Mia Queen (atriz convidada Katherine McNamara) aparece do futuro querendo salvar um ente querido perdido, e ela não deixará nada ficar em seu caminho.

Menhaj Huda dirigiu o episódio escrito por Kristen Kim.

Data de exibição: 14/12/2021

A 8ª temporada de The Flash começou com fortes emoções com o crossover Armageddon, dividido em cinco partes. Em entrevista ao The Flash Podcast, o showrunner da série, Eric Wallace, prometeu que há uma “cena poderosa” entre Caitlin Snow e o Flash Reverso. Apesar de não revelar em qual dos cinco episódios a cena acontece, ele adianta que o momento causou “arrepios em sua espinha”, pois são oito anos de raiva acumulada que precisa ser trabalhada entre estas duas pessoas.

Confira a tradução na íntegra:

The Flash Podcast: Para minha pergunta final, falamos sobre os heróis, mas você tem muitos vilões no Armageddon e não apenas Despero. Também temos o Flash reverso e Damien Darhk. Então, que papéis esses dois desempenham ao lado de Despero? É uma parceria com Despero, ou Barry pode ter que se aliar a algumas forças do mal?

Eric Wallace: [risos] Não posso revelar isso, são spoilers! Eu vou te dar isso e isso é realmente verdade; você verá um lado do Flash Reverso e de Damien Darhk que talvez não tenha visto antes. Acho que um dos temas mais poderosos – na verdade, há dois, no que diz respeito aos vilões – duas das cenas mais poderosas de todo o evento de 5 episódios do Armageddon. Uma é entre o Flash reverso e Caitlin – e não vou te dizer em que episódio esta cena se passa – que causou arrepios na minha espinha. Porque são 8 anos de raiva de relacionamento que precisa ser trabalhada entre essas duas pessoas! [risos] E cara, o Armageddon [faz isso] porque está tão intensificado desde o pior dia de Barry, vamos apenas dizer que finalmente saiu tudo, o que foi incrível.

Fonte: The Flash Podcast
Tradução por Danielle Panabaker Brasil

8×02 – “Armageddon, Part 2”

THE FLASH PROCURA AJUDA DE BLACK LIGHTNING – Despero (ator convidado Tony Curran) avisa The Flash (Grant Gustin) que grandes tragédias acontecerão com o velocista e o farão enlouquecer. Assim que isso acontecer, o Armagedom começará. Determinado a provar que Despero estava errado, Barry se esforça para provar sua inocência, mas uma revelação devastadora de Iris (Candice Patton) o leva ao limite e o envia para buscar o conselho de Black Lightning (estrela convidada Cress Williams).

Menhaj Huda dirigiu o episódio escrito por Jonathan Butler e Gabriel Garza.

Data de exibição: 23/11/2021