Danielle Panabaker, de The Flash, passou por muitas coisas desde que a série da The CW foi ao ar, há sete temporadas.

Sua bio-engenheira Dra. Caitlin Snow perdeu um marido, descobriu que ela era uma meta-humana que havia sido uma experiência de seu próprio mãe (que aliás, também fingiu sua morte), descobriu que o namorado Jay Garrick (Teddy Sears), na verdade, era o vilão Hunter Zolomon, desenvolveu um alter-ego mortal induzido pela raiva chamado Killer Frost, e então acabou se separando fisicamente de Frost. No episódio 7×07 – “Growing Pains”, Frost se entregou à polícia depois que um gélido vilão chamado Blaine (Jon Cor) a incriminou por um assassinato que forçou Frost a perceber que ela era, de fato, responsável por um monte de outros crimes a sangue-frio.

No entanto, mesmo com toda angústia – e a pressão adicional de interpretar duas personagens que muitas vezes então juntas na tela – Panabaker continua sendo um doce que vê o lado bom de Frost arriscar tudo para enfrentar seu passado, bem como os benefícios de exercer dupla função no drama. Ou tripla função, se você contar o seu retorno à direção nesta temporada. Nós conversamos com a adorável atriz logo após ela ter finalizado o seu último episódio e, assim como Snow e Frost, ela foi legal pra caramba.

Meu Deus, com todas as cenas divididas e coisas extras de Frost, eles estão te mantendo ocupada!
Danielle: [risos] Com certeza. Tem sido bom. Tem sido um desafio, obviamente. E a tecnologia que eles usam, eles tendem a fazer duas coisas diferentes em termos de filmar ambas as personagens. Um é onde a câmera não se move, enquanto corro e me troco, ou filmamos com um guindaste robótico que registra os movimentos enquanto faço as tomadas, geralmente como Caitlin. E então nosso tempo tem que coincidir quase impecavelmente quando eu viro e interpreto a outra personagem, o que pode ser um desafio, porque é minha primeira vez fazendo a cena como Frost. E, ainda assim, tenho que combinar o tempo. Então, certamente tem sido um desafio, mas tem sido divertido. Eu acho que é tão bom que, mesmo na 7ª temporada, estamos fazendo algo novo e diferente.

E como você é como parceira de cena?
Muito boa! Estou muito preparada. Eu sempre sei minhas falas [risos] É difícil, porque uma das minhas coisas preferidas sobre trabalhar ao lado de atores em nossa série é esse tipo de troca, o relacionamento entre eles, ou ver que coisa maluca Tom Cavanagh está prestes a fazer que você não esperava. E isso é o oposto. Eu sei exatamente o que minha parceira de cena vai fazer ou fez.

E quando você começou a fazer isso, Frost era a antítese de Caitlin. Agora você conseguiu colocar todas as boas coisas sobre Caitlin em Frost.
Absolutamente. E tem sido divertido, porque ambas personagens cresceram e evoluíram nas últimas temporadas também. Quer dizer, Frost, em particular, eu sempre a vi como um pouco mais infantil enquanto consegue sentir seus sentimentos pela primeira vez e entrar em contato com eles. Ela pode ser um pouco mais emocional e cometer mais erros. Tem sido divertido explorar tudo isso.

Agora, Frost está dando um grande passo e assumindo seus erros. Conte-me sobre este episódio, “The People V. Killer Frost” – vamos ver seus maiores sucessos?
Não sei se veremos seus maiores sucessos, mas ela terá que assumir a responsabilidade sobre suas ações. Mesmo que ela tenha tentado contrabalancear seu mau comportamento com alguns de seus bons comportamentos, eu acho que é importante que ela seja responsabilizada pelo que fez.

Então ela se entregou, vai a julgamento – e há uma possível sentença que pode ser muito dramática?
Sim. Ela está em julgamento. Cecile (Danielle Nicolet) é sua advogada e a representa, e as pessoas falarão em seu nome, tentando defendê-la e mostrar tudo o que ela fez nos últimos anos para compensar as coisas ruins que fez. Mas eu não sei se isso é o suficiente. Cabe ao juiz decidir. Não sei se a história terá o final feliz que algumas pessoas esperam.

Quando eles começaram a intensificar esta história e apresentaram outra pessoa com os poderes de gelo de Frost, você ficou na defensiva? Tipo, ‘ei, isso é algo meu!”?
[risos] Não. Eu amo essa história com Chillblaine (Jon Cor). Eu acho que é ótimo. A verificação de ego para Frost, de ‘talvez você não seja tudo isso’ é bom e divertido para ela. Mas também, Frost está tendo uma nova experiência, que é a melhor coisa para se brincar.

A sequência de luta com incrível. Esta provavelmente foi a sua maior luta, certo?
Foi realmente incrível. Estou muito orgulhosa disso. E sim, definitivamente, em um tempo. E, muitas vezes em nossa série, temos efeitos visuais tão incríveis, que eles realmente os destacam. E, não costumamos fazer cenas de dublê de ação e foi um prazer ter estes momentos. Pra mim, foi muito divertido fazer isso.

Houve também um momento durante a batalha em que ficamos pensando tipo “ela gosta desse cara”.
Definitivamente, há faíscas voando. Absolutamente.

Bom, ele não está morto.
Ele não está morto. Essa não é a última vez que vemos Chillblaine, se é para este lado que você está indo. [Risos]

E você também vai dirigir outro episódio nesta temporada? Eu amo que o Arrowverse seja tão aberto em permitir que os atores fiquem atrás das câmeras.
Sim. Acabei de terminar na semana passada, o episódio 7×14. Foi ótimo. Quero dizer, é uma grande prova para Greg [Berlanti, produtor-executivo]. Ele foi a primeira pessoa que me perguntou sobre dirigir. É por isso que ele é um grande líder, ele capacita todos ao seu redor para trabalhar o seu melhor e ser o seu melhor. Então, eu acho que é uma prova para ele, que ele apoiou vários de nós dessa forma.

E esse ano, eu tive que fazer um episódio que tem muito de Kayla Compton, uma de nossas novas personagens regulares, o que foi ótimo por diversas razões. Contar essa história com ela foi muito especial e significativo para mim como mulher, como alguém que também é atriz, colaborar com ela e guiá-la naquele episódio foi um verdadeiro deleite.

Você pode me adiantar sobre o que é a história?
Barry [Grant Gustin] e Iris [Candice Patton] estão fora da cidade, então a Equipe Flash não está com força total, e Allegra [Kayla Compton] está em uma missão própria que a levará por um caminho mais sombrio do que eu acho que ela esperava.

O que havia na direção que te atraiu?
Foi assistindo Tom Cavanagh fazer isso. Eu tinha um interesse, mas nunca acreditei que pudesse fazer isso. E então, eu assisti Tom dirigir tão bem, tão graciosamente e comecei a reconsiderar. E, francamente, eu estava incrivelmente determinada. Continuei aparecendo no escritório de produção, fazendo perguntas e aproveitando a oportunidade que tive de estar aqui em Vancouver nesta série. Eu estava aprendendo a absorvendo o máximo que podia e amei.

Eu também acho que é uma boa oportunidade para eu ajudar e encorar todos em nossa série a fazer o seu melhor trabalho. Eu vi o que eles são capazes e ao invés de ter um ego sobre isso e dizer ‘Não, este é o meu jeito. Eu quero fazer do meu jeito’, eu definitivamente tento operar de um ponto de vista onde as melhores ideias ganham.

A maioria das séries tem diretores rotativos que vão e vêm, mas você esteve lá o tempo todo, então deve ser mais fácil dizer a Grant algo tipo “ok, apenas faça da maneira que fizemos em episódio tal…”
Exatamente. Eu acho que, honestamente, deixo a equipe louca porque minha memória é muito boa para essas coisas. Na primeira vez que dirigi, lembro que disse para o Alan, o responsável pelas nossas locações: “Bem, e tal lugar que filmamos na 3ª temporada?”. E ele meio que ficou surpreso, ficou tipo “Tudo bem, você vai me manter alerta.” [risos] Acho que também foi um bom momento, porque todos sabiam que eu estava levando isso a sério e não apenas aparecendo para gritar ação e corta. Eu estava profundamente empenhada em contar as melhores histórias que pudéssemos.

Agora, você pode me adiantar em como esse desenvolvimento de Frost afeta o papel de Caitlin com o grupo?
Sim, então o papel de Caitlin sempre foi o de médica, e acho que ela e Cisco [Carlos Valdes] trabalham muito bem juntos. O que tem sido desafiador sobre a COVID em várias maneiras – e há tantas coisas que tem sido desafiadores sobre gravar durante uma pandemia – é que cada um está meio que em sua própria cabine. E Eric Wallace fez um ótimo trabalho para nos manter seguros. Então, não temos necessariamente grandes cenas da Equipe Flash, da maneira que costumávamos ter, em um esforço para manter menos pessoas perto uma das outras e minimizar o risco. E eu acho que Caitlin vai ter que sofrer certas coisas de sua própria maneira, mas espere pelo episódio 7×12. Eu acho que os fãs de Caitlin-Barry-Cisco vão gostar disso… mas também pode partir um pouco os seus corações.

Fonte: TV Insider
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil

Na terça-feira (30), Danielle Panabaker realizou uma pequena participação no podcast Inside of You, do ator Michael Rosenbaum. O ator Tom Cavanagh era o principal entrevistado deste episódio do podcast, que contou com uma breve aparição de Danielle, logo no início. A atriz conversou sobre o período de quarentena com seu filho recém-nascido e seu marido, fez uma pequena introdução a Tom, falou sobre The Flash e compartilhou algumas lembranças.

Traduzimos a participação de Danielle na íntegra. Confira:

Michael Rosenbaum: Como você está?

Danielle Panabaker: Estou ótima, e você?

MR: Estou bem, estava pensando em você, você tem um bebê. Quanto tempo ele tem?

DP: Dois meses.

MR: É difícil? Você vai dizer que é fácil, mas não é?

DP: Quero dizer, há coisas boas e ruins a isso tudo. Tivemos nosso filho em tempos de covid, o que é assustador e não é o mundo que pensamos em trazer esse bebê. Além disso, ninguém de nossa família ou nossos amigos pôde conhece-lo. Então, isso tem sido desafiador. Mas, por outro lado, meu marido está em casa, está trabalhando em casa no momento, então ele está podendo passar mais tempo do que ele jamais teria.

MR: Era o final da temporada, de qualquer jeito, para The Flash, certo?

DP: Meio que sim. Eu finalizei meu trabalho em The Flash, ironicamente, meu último episódio foi o episódio 19. Supostamente, eles filmariam mais três episódios, mas não conseguiram finalizar porque a produção foi encerrada. Então, coincidentemente, meu último episódio também foi o último episódio da 6ª temporada de The Flash.

MR: Ok, então, Tom Cavanagh está no podcast hoje. Só vi coisas boas sobre ele, vi alguns artigos onde você diz que ele passou por muita coisa junto com você, ele já te viu no seu pior. E ele é essa pessoa tão fácil de conversar.

DP: Ele é um cara incrível, fico feliz de vocês terem a oportunidade de conversar. De muitas formas, ele é, não quero dizer a nossa figura paterna no set, mas ele é o capitão do nosso time. Sinto que todos vão até ele quando estão com problemas. Ele tem, e tenho certeza que você poderá ver, uma quantidade inacreditável de energia e eu realmente não sei da onde vem tudo isso.

MR: Geralmente eu invejo essas pessoas, tipo, como que eles têm tanta energia? Como eles fazem? Você já se perguntou, tipo, meu Deus, queria que eu tivesse toda essa energia?

DP: Sim, já perguntei a ele. Ele também tem 4 filhos, que eu tenho certeza que mantém ele muito ocupado também. Ele apenas é muito impressionante.

MR: Bom, só queria saber como você está, sei que você tem o bebê. Apenas nunca deixe ninguém dizer “filho da quarentena”.

DP: Sabe, é engraçado, eu lembro, provavelmente na 1ª temporada, pode ter sido no episódio piloto, estávamos sentados no cortex, gravando uma cena, e eu estava perguntando ao Tom sobre seus filhos e ele olhou pra mim e me perguntou se eu gostaria de ter filhos. Eu sorri e respondi “algum dia”. E aqui está, na 6ª temporada, isso aconteceu.

MR: Uau. É tipo uma benção de uma forma estranha, que você pode passar tanto tempo com o seu filho agora. É estranho, certo?

DP: Sim, eu terei mais licença-maternidade do que jamais imaginei. É como se o mundo inteiro estivesse em licença-maternidade, todos tem que ficar em casa, você não pode ver ninguém.

MR: Então, sua mãe não segurou o bebê?

DP: Não, ninguém de nossa família e de nossos amigos.

MR: Isso não é insano?

DP: Obviamente, e essa é a parte triste, que nossa família ainda não pode fazer parte disso intimamente. Estamos esperando o momento em que eles possam fazer parte.

MR: Eles poderão. As coisas vão melhorar, elas sempre melhoram.

DP: E sabe, não quero ser muito Pollyana, mas ainda bem por Skype e FaceTime e todas essas coisas que tornam possível para que a gente se comunique.

MR: Sim, não seria tão fácil se eu te falasse “ei, Danielle, você pode vir aqui por 5 minutos pra essa pequena coisa que to fazendo?” Enfim, é isso.

DP: É isso? Você não precisa saber de mais nada sobre Tom?

MR: Bom, você já viu ele ficar bravo? Ele é sempre tão legal.

DP: Nunca vi Tom ficar bravo, não. Ele é uma dessas pessoas que você dizer que está muito chateado porque fica extremamente quieto. Já o vi ficar frustrado e desapontado, ele estava dirigindo o nosso 100º episódio, que foi incrível, e algo infeliz aconteceu com ele naquele episódio e ele apenas ficou realmente calado. Não ficou bravo com ninguém, apenas falou “ok” e seguiu em frente. Mas, quando Tom está em silêncio, você sabe que é bem ruim.

MR: Você fica quieta também, ou apenas fala “que m*** é essa?”

DP: Vou dizer que esse último episódio que eu dirigi, agora já dirigi duas vezes em The Flash, e muito graças ao Tom. Apenas poder ver ele faz, acompanhei ele na primeira vez, e ele foi tão generoso e solidário. E, você sabe, na segunda vez eu estava grávida e dirigindo, secretamente grávida, e perdi a paciência uma vez, mas não é quem eu geralmente sou.

MR: Eu posso imaginar, imaginei que você fica de certa forma quieta e apenas respira fundo.

DP: É, eu acho que tenho uma voz brava intensa, e você sabe que estou assim quando ela aparece.

MR: A voz treme um pouco?

DP: Se estou chateada, sim, tenho certeza que minha voz treme.

MR: É, não é um sentimento prazeroso, eu não gosto de ficar bravo. Então, tudo está bem, você está mantendo-se saudável, respeitando a quarentena e é isso.

DP: Sim, estamos super loucos sobre a quarentena aqui, obviamente, com um recém-nascido em casa, então levamos tudo bem a sério. É uma espécie de jogo de espera, eu tenho sorte de saber que tenho um trabalho para voltar e é apenas esperar até que seja seguro voltar. Estou ansiosa para ir à Vancouver, porque está bem segro lá, eles não tem muitos casos.

MR: Qual o seu episódio preferido da 6ª temporada?

DP: O episódio que eu dirigi, foi ótimo, quero dizer, foi um episódio temático de James Bond. Tive a sorte de ter um ótimo roteiro e acho que aquele é o meu preferido.

MR: Gosto de como você diz isso, porque lembro disso também “oh, tenho um ótimo roteiro para dirigir, oposto desses roteiros medíocres ou cheios”. Porque as pessoas não entendem, mas há vários, quero dizer, se você está escrevendo 22 episódios por ano, provavelmente você terá 5 ou 6 ótimos, 5 ou 6 bons e o resto cai na categoria ok a terrível categoria.

DP: É verdade, é difícil. Acho que os fãs às vezes ficam frustrados quando o episódio não prosseguem da forma que eles querem, mas estamos fazendo o melhor que pudemos. Costumávamos ter 23 episódios por temporada, e você ainda está um pouco confinado, tem apenas certa quantidade de dinheiro e às vezes tem episódios que são mais um espetáculo, onde há muito dinheiro e vários efeitos especiais. E às vezes você não gasta tanto dinheiro, tem um roteiro mais simples.

MR: Incrível. Eu acho que você é maravilhosa, adoro conversar com você e mal posso esperar para conhecer o bebê, então, algum dia.

DP: Sim, espero que logo.

MR: Ok, se cuide, mande amor ao Hayes.

DP: Farei isso.

MR: Rutherford B, você sabe quem foi esse?

DP: Sim, lógico.

MR: Senhor presidente.

DP: É. Nós procuramos por nomes de presidente para dar nome ao nosso filho, mas não encontramos nenhum.

MR: Fico feliz que vocês não escolheram Rutherford.

DP: Não escolhemos Rutherford.

MR: Obrigado!

DP: Obrigada, falo com você em breve!

No último final de semana, Danielle Panabaker esteve em Chicago, onde participou da convenção Fan Fest. Junto com a atriz, também estiveram presentes os seus colegas de elenco de The Flash, Tom Cavanagh, Hartley Sawyer e Danielle Nicolet.

Na sexta-feira, além de conhecer fãs, o elenco participou de um painel de perguntas e respostas. Não houve muitas informações sobre este momento, mas separamos o que foi divulgado:

Danielle foi uma de nossas diretoras mais preparadas.” – Tom Cavanagh

Mais uma vez, Danielle respondeu que demora cerca de 90 minutos para se caracterizar como Killer Frost.

O elenco disse que não sabe como o final de Arrow irá afetá-los.

Danielle disse que ainda há muito o que acontecer na 5ª temporada.

No sábado e no domingo, Danielle passou o dia conhecendo fãs, tirando fotos e concedendo autógrafos.

Dando continuidade a série de entrevistas sobre a estreia de Danielle Panabaker como diretora no episódio de 5×18 “Godspeed”, de The Flash, a atriz conversou com o site Entertainment Weekly e comentou sobre a história do episódio, os desafios e conselhos que recebeu e ainda revelou qual série do Arrowverso gostaria de dirigir.

Confira a tradução na íntegra:

The Flash está indo direto para o futuro na estreia de Danielle Panabaker como diretora!

Retornando com a sequência da equipe Flash descobrindo o segredo de Nora, o episódio desta terça-feira, “Godspeed”, mergulha na história de origem de Nora e, revela como ela acabou indo trabalhar com Eobard Thawne/Flash Reverso (Tom Cavanagh) e como é uma Central City pós-Crise. Enquanto isso, no presente, Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton) ainda estão se recuperando da descoberta chocante, o que cria uma tensão entre os dois.

À frente do episódio, o Enterntainment Weekly conversou com Panabaker por telefone sobre os desafios de dirigir “Godspeed,” a introdução do velocista malvado titular e mais.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Este é o primeiro episódio após a equipe Flash descobrir que Nora esteve trabalhando com o Flash Reverso. Como foi dirigir um episódio tão importante?
DANIELLE PANABAKER: Foi uma honra. Me sinto muito grata. Foi um roteiro incrível. Tive muita sorte de receber uma história importante para a equipe Flash, para Barry e Iris, e para Nora. Então eu realmente quis fazer justiça à isso, e estou animada. Sinto que também foi um grande episódio. Você sabe, voltar e contar a origem de Nora é importante, e estou animada para os fãs poderem ver isso.

Como você encarou dirigir os flashbacks/viagens para o futuro da história de origem de Nora?
Para mim, o desafio foi pegar a semana que tivemos para preparação e fazer o possível para criar esse mundo de 2049 e fazê-lo parecer o mais moderno e futurístico possível com o orçamento que tivemos. Tenho que dizer, nosso designer de produção e o departamento de locação fizeram um trabalho incrível em encontrar lugares que podíamos gravar e que, eu espero, pareçam um pouco de outro mundo. Há esses pequenos carros que conseguimos que eu fiquei obcecada. Em termos de trabalhar com Jess, foi um presente porque ela é incrivelmente talentosa. Essa parte foi fácil.

A representação do ano 2040 em Arrow foi bem tenebrosa, e até agora só vimos o interior de Iron Heights sempre que Nora viaja para o futuro. Como é Central City em 2049?
2049 é um mundo pós-crise. E parece realmente moderno e elegante. Um dos escritores sugeriu que parece muito Marie Kondo; todo mundo se livrou de tudo que não trazia alegria. Então, um pouco minimalista, mas limpo, claro e brilhante.

Como Barry e Iris estão lidando com essa grande surpresa?
É um conflito, com certeza. Para Barry, descobrir que sua filha esteve trabalhando com o homem que matou sua mãe na frente dele quando era criança, é uma grande traição. Eu não tenho certeza se é algo que Iris compreende completamente, e eles irão ser desafiados um pouco como casal e como pai e mãe sobre como agir e como superar isso.

Barry também encara Thawne pessoalmente neste episódio. Como foi dirigir este momento?
Me senti incrivelmente sortuda. Sonhei com essa cena desde a primeira vez que li o roteiro. Porque Eobard Thawne é um vilão tão forte, ele realmente desafia Barry. Eobard, em particular, é muito esperto e manipulador, e ele é o arqui-inimigo de Barry. Fazer essa cena com esses dois atores inacreditavelmente talentosos foi um presente.

Você leu alguma história em quadrinho para se preparar e inspirar o episódio?
Absolutamente, sim! O episódio chama “Godspeed,” então eu fui atrás da DC e obtive a maior quantidade de HQs sobre Godspeed que eu pude. Eu quis aprender sobre ele e tentar prestar homenagem ao estilo de HQ de ter um velocista vilão na série.

O que podemos esperar de Godspeed neste episódio?
Eu acho que é muito legal. É a primeira vez que vemos um velocista vilão em um tempo, e eu acho que ele é o inimigo perfeito para ser o primeiro vilão de Nora.

Como você lidou ao dirigir você mesma neste episódio?
Isso, na verdade, foi um desafio, com certeza. Eu tive apenas um dia de trabalho como atriz no episódio, mas foi um desafio por vários motivos diferentes. O primeiro é que era o meu primeiro dia dirigindo. Um dos conselhos que vários diretores me deram foi ‘Tenha um primeiro dia fácil.’ Infelizmente, por conta de conflitos de cronograma, isso não foi possível, então meu primeiro dia foi um desafio porque eu tive que atuar e dirigir. A escritora Kelly Wheeler estava comigo em Vancouver, então ela ficou encarregada de ficar reassistindo as cenas. E também era uma cena grande no córtex, nós estávamos com três câmeras em cada tomada de cena, não tinha como eu ficar sentada assistindo os monitores. Eu não queria perder tempo reassistindo as cenas no monitor, então tive que confiar no que eu estava vendo enquanto estava na cena e também confiar naqueles que estavam atrás dos monitores de que nós estávamos pegando o que era necessário.

Sempre que atores dirigem um episódio de sua série, geralmente se preparam observando outros diretores. Quais diretores você observou?
Eu observei muito. Eu acho que às vezes deixei o nosso produtor um pouco louco, porque eu continuava aparecendo em reuniões de produção. Eu apenas queria escutar e observar o máximo que eu podia. Na 4ª temporada eu fiquei ao lado de Tom Cavanagh, o que foi uma experiência realmente única, assim como David McWhirther quando ele dirigiu o nosso final. E como você sabe, o final é um dos maiores episódios que fazemos em uma temporada de The Flash, então eu aprendi muito com os dois. Eu também aproveitei a oportunidade para tomar bebidas, um café ou procurar alguém que tivesse dirigido o programa e pedir conselhos.

Qual foi o conselho mais útil que você recebeu?
Use sapatos confortáveis. [Risadas] Na verdade, todo mundo me deu conselhos diferentes. Tom me deu ótimos conselhos em tantas coisas diferentes, mas em particular sobre ser ator na série, porque a realidade é que, assim que o episódio acaba, você volta a ficar ao lado de todos, como era antes de ser um diretor. Então você não pode queimar nenhuma ponte. É um conselho realmente útil. David McWhirther possui um entusiasmo e energia inacreditáveis. Todos tinham conselhos diferentes da perspectiva deles.

Quando eu falei com Danielle Nicolet no ano passado, ela disse que Tom grita “Luz! Câmera! Ação!” antes de toda tomada de cena como um diretor antigo. Você desenvolveu algum tique diretorial nos 10 dias de produção?
Tenho certeza que sim, mas não tenho certeza se sei quais são. É engraçado, Grant fez um comentário dizendo que há apenas alguns diretores que realmente entendem como dizer “ação!” antes da cena, porque isso pode realmente afetar a energia e o momento de uma cena. Se ele sabia ou não, foi um elogio, ele disse que eu estava entre os que sabiam dizer “ação” bem.

Você foi picada pelo bichinho da direção? Você quer fazer isso mais vezes?
Assim que todos viram o meu corte e eu tive um retorno positivo, minha próxima pergunta foi “O que eu posso dirigir a seguir?”

Há alguma outra série do Arrowverse que você gostaria de dirigir? Se sim, qual?
Absolutamente! Eu adoraria ir para Supergirl. Eles são grupo muito positivo e entusiasta. Eu sinto que o tom é um pouco parecido. Uma das coisas difíceis que você tem que balancear em The Flash é esse conceito clássico de “coração, humor e espetáculo”, e eu acho que Supergirl tem muito disso de uma maneira diferente do que Legends [of Tomorrow], que é um pouco mais maluco e se inclina mais para o humor, ou Arrow, que pode ser um pouco mais sombrio e um pouco mais cheio de ação.

Fonte: Entertainment Weekly
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil