Dando continuidade a série de entrevistas sobre a estreia de Danielle Panabaker como diretora no episódio de 5×18 “Godspeed”, de The Flash, a atriz conversou com o site Entertainment Weekly e comentou sobre a história do episódio, os desafios e conselhos que recebeu e ainda revelou qual série do Arrowverso gostaria de dirigir.

Confira a tradução na íntegra:

The Flash está indo direto para o futuro na estreia de Danielle Panabaker como diretora!

Retornando com a sequência da equipe Flash descobrindo o segredo de Nora, o episódio desta terça-feira, “Godspeed”, mergulha na história de origem de Nora e, revela como ela acabou indo trabalhar com Eobard Thawne/Flash Reverso (Tom Cavanagh) e como é uma Central City pós-Crise. Enquanto isso, no presente, Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton) ainda estão se recuperando da descoberta chocante, o que cria uma tensão entre os dois.

À frente do episódio, o Enterntainment Weekly conversou com Panabaker por telefone sobre os desafios de dirigir “Godspeed,” a introdução do velocista malvado titular e mais.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Este é o primeiro episódio após a equipe Flash descobrir que Nora esteve trabalhando com o Flash Reverso. Como foi dirigir um episódio tão importante?
DANIELLE PANABAKER: Foi uma honra. Me sinto muito grata. Foi um roteiro incrível. Tive muita sorte de receber uma história importante para a equipe Flash, para Barry e Iris, e para Nora. Então eu realmente quis fazer justiça à isso, e estou animada. Sinto que também foi um grande episódio. Você sabe, voltar e contar a origem de Nora é importante, e estou animada para os fãs poderem ver isso.

Como você encarou dirigir os flashbacks/viagens para o futuro da história de origem de Nora?
Para mim, o desafio foi pegar a semana que tivemos para preparação e fazer o possível para criar esse mundo de 2049 e fazê-lo parecer o mais moderno e futurístico possível com o orçamento que tivemos. Tenho que dizer, nosso designer de produção e o departamento de locação fizeram um trabalho incrível em encontrar lugares que podíamos gravar e que, eu espero, pareçam um pouco de outro mundo. Há esses pequenos carros que conseguimos que eu fiquei obcecada. Em termos de trabalhar com Jess, foi um presente porque ela é incrivelmente talentosa. Essa parte foi fácil.

A representação do ano 2040 em Arrow foi bem tenebrosa, e até agora só vimos o interior de Iron Heights sempre que Nora viaja para o futuro. Como é Central City em 2049?
2049 é um mundo pós-crise. E parece realmente moderno e elegante. Um dos escritores sugeriu que parece muito Marie Kondo; todo mundo se livrou de tudo que não trazia alegria. Então, um pouco minimalista, mas limpo, claro e brilhante.

Como Barry e Iris estão lidando com essa grande surpresa?
É um conflito, com certeza. Para Barry, descobrir que sua filha esteve trabalhando com o homem que matou sua mãe na frente dele quando era criança, é uma grande traição. Eu não tenho certeza se é algo que Iris compreende completamente, e eles irão ser desafiados um pouco como casal e como pai e mãe sobre como agir e como superar isso.

Barry também encara Thawne pessoalmente neste episódio. Como foi dirigir este momento?
Me senti incrivelmente sortuda. Sonhei com essa cena desde a primeira vez que li o roteiro. Porque Eobard Thawne é um vilão tão forte, ele realmente desafia Barry. Eobard, em particular, é muito esperto e manipulador, e ele é o arqui-inimigo de Barry. Fazer essa cena com esses dois atores inacreditavelmente talentosos foi um presente.

Você leu alguma história em quadrinho para se preparar e inspirar o episódio?
Absolutamente, sim! O episódio chama “Godspeed,” então eu fui atrás da DC e obtive a maior quantidade de HQs sobre Godspeed que eu pude. Eu quis aprender sobre ele e tentar prestar homenagem ao estilo de HQ de ter um velocista vilão na série.

O que podemos esperar de Godspeed neste episódio?
Eu acho que é muito legal. É a primeira vez que vemos um velocista vilão em um tempo, e eu acho que ele é o inimigo perfeito para ser o primeiro vilão de Nora.

Como você lidou ao dirigir você mesma neste episódio?
Isso, na verdade, foi um desafio, com certeza. Eu tive apenas um dia de trabalho como atriz no episódio, mas foi um desafio por vários motivos diferentes. O primeiro é que era o meu primeiro dia dirigindo. Um dos conselhos que vários diretores me deram foi ‘Tenha um primeiro dia fácil.’ Infelizmente, por conta de conflitos de cronograma, isso não foi possível, então meu primeiro dia foi um desafio porque eu tive que atuar e dirigir. A escritora Kelly Wheeler estava comigo em Vancouver, então ela ficou encarregada de ficar reassistindo as cenas. E também era uma cena grande no córtex, nós estávamos com três câmeras em cada tomada de cena, não tinha como eu ficar sentada assistindo os monitores. Eu não queria perder tempo reassistindo as cenas no monitor, então tive que confiar no que eu estava vendo enquanto estava na cena e também confiar naqueles que estavam atrás dos monitores de que nós estávamos pegando o que era necessário.

Sempre que atores dirigem um episódio de sua série, geralmente se preparam observando outros diretores. Quais diretores você observou?
Eu observei muito. Eu acho que às vezes deixei o nosso produtor um pouco louco, porque eu continuava aparecendo em reuniões de produção. Eu apenas queria escutar e observar o máximo que eu podia. Na 4ª temporada eu fiquei ao lado de Tom Cavanagh, o que foi uma experiência realmente única, assim como David McWhirther quando ele dirigiu o nosso final. E como você sabe, o final é um dos maiores episódios que fazemos em uma temporada de The Flash, então eu aprendi muito com os dois. Eu também aproveitei a oportunidade para tomar bebidas, um café ou procurar alguém que tivesse dirigido o programa e pedir conselhos.

Qual foi o conselho mais útil que você recebeu?
Use sapatos confortáveis. [Risadas] Na verdade, todo mundo me deu conselhos diferentes. Tom me deu ótimos conselhos em tantas coisas diferentes, mas em particular sobre ser ator na série, porque a realidade é que, assim que o episódio acaba, você volta a ficar ao lado de todos, como era antes de ser um diretor. Então você não pode queimar nenhuma ponte. É um conselho realmente útil. David McWhirther possui um entusiasmo e energia inacreditáveis. Todos tinham conselhos diferentes da perspectiva deles.

Quando eu falei com Danielle Nicolet no ano passado, ela disse que Tom grita “Luz! Câmera! Ação!” antes de toda tomada de cena como um diretor antigo. Você desenvolveu algum tique diretorial nos 10 dias de produção?
Tenho certeza que sim, mas não tenho certeza se sei quais são. É engraçado, Grant fez um comentário dizendo que há apenas alguns diretores que realmente entendem como dizer “ação!” antes da cena, porque isso pode realmente afetar a energia e o momento de uma cena. Se ele sabia ou não, foi um elogio, ele disse que eu estava entre os que sabiam dizer “ação” bem.

Você foi picada pelo bichinho da direção? Você quer fazer isso mais vezes?
Assim que todos viram o meu corte e eu tive um retorno positivo, minha próxima pergunta foi “O que eu posso dirigir a seguir?”

Há alguma outra série do Arrowverse que você gostaria de dirigir? Se sim, qual?
Absolutamente! Eu adoraria ir para Supergirl. Eles são grupo muito positivo e entusiasta. Eu sinto que o tom é um pouco parecido. Uma das coisas difíceis que você tem que balancear em The Flash é esse conceito clássico de “coração, humor e espetáculo”, e eu acho que Supergirl tem muito disso de uma maneira diferente do que Legends [of Tomorrow], que é um pouco mais maluco e se inclina mais para o humor, ou Arrow, que pode ser um pouco mais sombrio e um pouco mais cheio de ação.

Fonte: Entertainment Weekly
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil