Ao TV Guide, Danielle Panabaker falou sobre sua estreia como diretora no episódio 5×18 de The Flash. A atriz conta um pouco sobre os desafios de se dirigir em uma cena, suas inspirações, os conselhos que recebeu de outras diretoras e também antecipa momentos angustiantes entre alguns personagens da série. Confira a tradução na íntegra:

O novo episódio desta semana de The Flash, intitulado ‘Godspeed’, promete ser um dos grandes, e não apenas porque Barry (Grant Gustin) finalmente confrontará sua filha Nora (Jessica Parker Kennedy) sobre omitir que estava trabalhando com o Flash Reverso (Tom Cavanagh). É também um marco porque é a estreia de Danielle Panabaker na direção!

Esta não será a primeira vez que um membro do elenco de The Flash pisa atrás das câmeras – até agora Cavanagh já fez isso três vezes.

TV Guide conversou com Panabaker sobre a assustadora tarefa de encarar um episódio que agride emocionalmente todos os personagens envolvidos e os desafios que surgem ao dirigir a si mesma em uma dessas grandes cenas no córtex.

A primeira pergunta quando você está dirigindo um episódio é: o quanto conseguiremos ver de sua personagem, dada a quantidade de tempo que você esteve atrás das câmeras?
DP: Não muito. Caitlin é um pouco mais leve no episódio 18, porque este episódio começa com um corte direto na equipe Flash se recuperando ao saber da notícia de que Nora estava trabalhando com Eobard Thawne. E assim, enquanto eles tentam desvendar o porquê de Nora tomar essa decisão, eles resolvem ler o seu diário e esse é o nosso portal de volta ao ano 2049 – quer dizer, de avançar para o ano 2049 – e entender Nora e como ela se tornou assim e como ela começou a trabalhar com Thawne.

Obviamente isso é uma grande reviravolta na temporada, foi intimidante ter recebido um episódio tão grande para dirigir?
DP: Absolutamente. Intimidante, sim, mas também empolgante. Tive muita sorte porque eu recebi um episódio fantástico com muitas grandes histórias para contar, então isso realmente foi um desafio, mas também foi emocionante. Você sabe que assumiu a responsabilidade quando algo assim é pedido a você.

O resto do elenco te apoiou nesta sua primeira vez dirigindo?
DP: Sim, eu tive muita sorte. Acho que todos eles confiaram em mim e entenderam que eu estava trabalhando muito neste episódio, mas eu também queria permitir que eles realmente brilhassem e fizessem o seu melhor trabalho. Em um cronograma de TV, pode ser difícil às vezes; há muitas coisas que você tenta realizar em um dia, mas as performances são de vital importância neste episódio. Os personagens e as performances dos atores são muito importantes, então eu realmente só queria criar um ambiente onde os atores pudessem fazer o seu melhor trabalho, e eu acho que em particular, Grant, Jessica e Tom, realmente brilharam neste episódio.

Do que já foi adiantado, parece que há muita emoção acumulada em cada segundo de cada cena.
DP: Sim, e há alguns momentos mais leves também. Tivemos a sorte de ter Kathryn Gallagher para interpretar a melhor amiga de Nora no futuro, e ela é um sonho. Há muitas coisas boas que eu espero que os fãs gostem.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou para se dirigir?
DP: Hum, eu não gostei, o que é algo que você não sabe até que você tente. São essas grandes cenas no córtex com todo mundo, então certamente foi um desafio tentar configurar tudo, porque estávamos trabalhando com três câmeras, e não poder sentar atrás dos monitores e assistir para ter certeza de que estávamos conseguindo as coisas. Então eu estava tentando prestar atenção nisso enquanto estava na cena e também tentando não esquecer minha fala. Certamente foi um desafio, mas consegui.

Teve algum diretor que você tenha trabalhado antes que te inspirou ou que você pediu conselhos?
DP: Eu pedi conselhos para todos os diretores que encontrei durante um ano. Desde que eu soube que dirigiria um episódio, eu ficava: ‘Quais são as suas dicas? O que eu faço? Como faço para ter sucesso?’ Eu tive muita sorte em minha carreira – obviamente nos últimos anos eu tenho sido incrivelmente apoiada pela minha família Flash e por todos que trabalham lá enquanto eu tentei aprender e entender mais. Uma das primeiras coisas que eu fiz foi uma minissérie para a HBO e eu lembro que o diretor da minissérie, Fred Schepisi, permitiu que eu o assistisse editar. Ele estava assistindo as primeiras impressões das gravações, e essa foi uma experiência altamente informativa para mim, porque, como atriz, às vezes você está tão focado em seu próprio desempenho que às vezes é difícil ver o impacto do que você está fazendo em um sentido mais amplo. Então, eu nunca vou esquecer de assisti-lo editar, e isso certamente me mudou e me moldou como atriz.

Sei que você está envolvida na campanha #Shethority para apoiar as mulheres na indústria, houve alguma diretora mulher que te inspirou?
DP: Sim, tivemos uma diretora incrível na 4ª temporada chamada Tara Weir e generosamente ela me deu ótimos conselhos, que foram valiosos como mulher e como diretora, de várias maneiras. Eu pedi conselhos a Lexi LaRoche, que era supervisora de roteiro em The Flash. Fui atrás de todas que eu tive alcance. E sou grata por todas elas.

Há algum momento neste episódio que você tenha se sentido particularmente orgulhosa e esteja ansiosa para os fãs verem?
DP: Quero dizer, acho que é um ótimo episódio. Tive a sorte de obter um roteiro fantástico e com tantos grandes momentos. Há vários momentos realmente angustiantes entre Grant e Jessica, e também entre Grant e Tom. Existem algumas épicas cenas de luta. Espero que tenha tudo o que um fã de Flash queira.

Fonte: TV Guide
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil