Danielle Panabaker conversou com o TVLine sobre dirigir o episódio 6, uma ambiciosa mistura de espionagem, aventura e comédia romântica; se veremos Caitlin reagindo sobre o terrível destino de Barry e com qual ator convidado de “Crisis” ela teve o prazer de compartilhar cena.

No episódio desta terça-feira de The Flash, “Allen, Barry Allen” se junta a “Dibny, Ralph Dibny” em uma missão para infiltrar um sarau super-secreto relacionado à Sue Dearbon em Midway City. O que segue é uma aventura com as identidades regulares dos agentes e não tanto em suas identidades de super-herois. Enquanto isso, Nash detalha a Iris e ao resto da equipe Flash o seu plano para salvar Barry, ao passado que Cecile e Frost ajudam Chester P. Runk a se acostumar com a sua nova vida – e apenas talvez “conseguir a garota” no caminho.

Para a sua estreia como diretora na primavera passada você nos levou para o ano 2049. Qual foi o maior desafio que este roteiro te deu como diretora?
É engraçado — cada roteiro tem a sua própria personalidade, com certeza. Eu assisti vários filmes de James Bond em preparação, e queria prestar o máximo de homenagens possíveis aos filmes de Bond. A sequência do Ato V em conceito foi um pouco intimidadora, mas quando chegamos a filmar, eu a havia dividido em quatro partes, então a produção não foi tão ruim. Mas isso, a princípio, foi um pouco intimidador.

Além disso, para a cena em que Cecile e Killer Frost conversam com Chester e Natalie… Na verdade, conseguimos filmar essas cenas simultaneamente, o que logisticamente foi um pouco mais complicado e acho que algo que nunca fizemos antes em The Flash, mas ficou muito bom. Também tenho orgulho dessa sequência.

Isso é raro. Vocês geralmente gravam um lado da conversa e depois o outro lado.
Sim, mas isso é mais divertido e deu um timing mais realista para Chester meio que se atrapalhando enquanto esperava suas dicas. Natalie teve ótimas reações enquanto ela olha para Chester, se perguntando porque diabos ele demora tanto para responder.

Nesta temporada, nós vimos Katie [Cassidy-Rodgers, de Arrow], Caity [Lotz, de Legends of Tomorrow] e Melissa [Benoist, de Supergirl] alinhando suas próprias estreias na direção. Alguém te procurou para conselhos?
Absolutamente. Todas essas mulheres são tão talentosas, eu sei que elas farão um ótimo trabalho. Katie e Caity já gravaram os seus episódios e eu conversei bastante com elas e, tentei ser o mais útil possível. Ambas também fizeram o Workshop de Diretores da Warner Bros., mas é realmente importante para mim recompensar a bondade de alguém comigo, sendo gentil com outra pessoa*, em todos os elementos da minha vida, então tentei fornecer a elas o máximo de informações possível.

*originalmente, Danielle usa a expressão “to pay it forward”, que não possui uma tradução literal que faça sentido para o português, mas significa 1) que quando alguém faz algo por você, em vez de pagar a essa pessoa de volta diretamente, você passa para outra pessoa; 2) recompensar a bondade de alguém para com você sendo ser gentil com outra pessoa.

Em frente à câmera, onde você vê Frost estando em sua evolução? Onde você encontra a aresta com a personagem e ainda reconhece que ela está se tornando cada vez mais uma de nós?
Eu realmente adorei a jornada dela nessa temporada. Esta é a primeira vez que ela está conseguindo ter sua própria voz, fazer escolhas e cometer erros. Como atriz, é divertido interpretar uma personagem que é imperfeita e que às vezes está fazendo a escolha errada e agindo de forma inadequada. Killer Frost, mais frequentemente do que Caitlin e com mais frequência do que a maioria, age de forma inapropriada. Muitas vezes, ela não se vê dizendo a coisa certa na hora certa. Então, estou gostando. Mas, nós a vimos crescer. Particularmente no episódio 3, houve uma mudança no topo do episódio, onde ela meio que irrompeu e estava jogando coisas quando descobriu que Barry vai morrer na crise, mas no final do episódio eles estão tendo uma conversa de coração aberto.

Falando nisso, nós vimos Frost reagir a situação de Barry, mas os espectadores antigos realmente querem ver Caitlin reagir à sua morte inevitável. Nós teremos esse momento?
Eu não sei se teremos de uma forma que os fãs estão esperando. Caitlin está lidando com Ramsey e esse relacionamento, então ela aparece para isso, mas eu imagino que fora das telas, Caitlin teve o seu próprio momento para lamentar.

Cada episódio dessa temporada nos deu momentos emocionantes relacionados à Barry. Há algo desse tipo no episódio que você dirigiu?
Absolutamente. A primeira parte da 6ª temporada é Barry realmente preparando cada membro da equipe Flash para a vida pós-Crise, e nesta semana é o seu momento de ter essa conversa com Ralph. Enquanto ele, certamente, está tentando ensinar algo a Ralph, uma consequência de suas aventuras é que Ralph também ensina algo a Barry.

Como você diria que o crossover desse ano, “Crisis on Infinite Earts”, difere-se dos anteriores?
O crossover deste ano, obviamente, é maior do que qualquer um que já fizemos. São cinco séries. Há dois anos, nós fizemos quatro séries [para “Crisis on Earth-X”], pessoalmente, acho que foi o mais difícil — e, de alguma forma, este ano eles conseguiram superá-lo, com cinco séries e um número inacreditável de participações especiais muito interessantes. Acho que os fãs ficarão realmente encantados com todas as pessoas que aparecem nos crossovers. Eu ainda balanço minha cabeça com o quão incrível eles são.

Você, como Frost, pôde ter alguma dinâmica interessante com algum personagem de outra série?
Não estou tão presente no crossover deste ano, como estive nas temporadas anteriores, mas eu participo um pouco das outras séries. Foi realmente ótimo ter Cress [Williams, de Black Lightning] nos crossovers. Eu conheci ele e sua esposa há alguns anos, e ele é adorável e caloroso. Foi ótimo tê-lo.

Fonte: TVLine
Tradução e adaptação por: Danielle Panabaker Brasil

No último final de semana, Danielle Panabaker esteve em Chicago, onde participou da convenção Fan Fest. Junto com a atriz, também estiveram presentes os seus colegas de elenco de The Flash, Tom Cavanagh, Hartley Sawyer e Danielle Nicolet.

Na sexta-feira, além de conhecer fãs, o elenco participou de um painel de perguntas e respostas. Não houve muitas informações sobre este momento, mas separamos o que foi divulgado:

Danielle foi uma de nossas diretoras mais preparadas.” – Tom Cavanagh

Mais uma vez, Danielle respondeu que demora cerca de 90 minutos para se caracterizar como Killer Frost.

O elenco disse que não sabe como o final de Arrow irá afetá-los.

Danielle disse que ainda há muito o que acontecer na 5ª temporada.

No sábado e no domingo, Danielle passou o dia conhecendo fãs, tirando fotos e concedendo autógrafos.

No último domingo (14/10), a emissora americana CW realizou um evento para o lançamento de sua temporada de outono. O evento, em parceria com o movimento #SeeHer, destacou mulheres que trabalham dentro e fora das câmeras. O site Collider esteve no tapete vermelho e conversou com Danielle Panabaker sobre a 5ª temporada de The Flash, a dualidade de Caitlin Snow e Killer Frost, o crossover deste ano, e a sua estreia como diretora.

Com o que você está mais animada de já ter feito nesta temporada?

Eu sinto que eles estão fazendo um ótimo trabalho tentando mostrar um pouco mais de Caitlin e Killer Frost e se aprofundar em sua história.

Quão divertido é interpretar a dualidade de Caitlin Snow e Killer Frost na mesma personagem?

É a melhor coisa. Eu me sinto tão sortuda! Sempre digo que é ótimo estar em uma série de super-heroi porque você realmente pode aprofundar as coisas e se divertir com isso. Você pode se divertir muito. É realmente divertido brincar com a dualidade. Quando você entra para uma série de TV, você interpreta o mesmo personagem por 100 episódios, mas eu não. Tenho muita sorte de poder interpretar tantas versões diferentes.

Com o que você está mais animada em relação ao crossover?

E eu estava dizendo para Beth Scwartz que estou muito animada com esse crossover porque se parece um pouco mais com o primeiro que nós fizemos. Voltará a ser um elenco bem menor de personagens no crossover dessa vez, indo de série para série. Não há muitos de nós. É legal. Na verdade, parece um pouco nostálgico. E as séries têm novos personagens, então eu posso viajar e estar em outras séries.

Como você se sente ao ser a primeira atriz do Arrowverse a dirigir um episódio da própria série?

Eu fiquei impressionada quando me disseram isso na Comic Con. Eu não fazia ideia.

É algo que você esteve pensando em fazer por um tempo?

Sim, é algo que tenho pensado e pedido durante um tempo. Estou tão orgulhosa. O que tem sido muito legal é o número de mulheres que, depois disso, se aproximaram e disseram “Como você fez isso?”. Tem sido muito legal compartilhar essa informação. Frequentemente nós somos ensinados a guardar essas informações para nós mesmos porque o sucesso de outra pessoa pode diminuir o nosso próprio sucesso, e isso não é verdade de jeito nenhum. Tem sido muito bom ajudar e apoiar outras mulheres a, espero que, dirigir também.

O que fez da 5ª temporada a temporada certa para tentar dirigir?

Nós fizemos 100 episódios da série, e eu sempre prestei atenção aos efeitos especiais e coisas do tipo. Quando nós temos novos diretores chegando, eu tenho empatia por eles porque aprender sobre os efeitos especiais é uma linguagem completamente diferente. Como alguém que esteve ali por tanto tempo e entende, eu acho que tenho uma vantagem sobre alguém que nunca tenha feito isso. Após esse tempo, eu realmente me senti confortável em tomar esse próximo passo.

Quais são os aspectos mais assustadores sobre isso? É estranho de repente ser um pouco de “chefe” dos seus colegas de trabalho?

Eu não vejo a direção como ser o chefe deles. Espero que eles saibam que eu estou com eles de uma forma realmente especial e única. Se um novo diretor aparece, ele pode não ter visto todos os nossos 100 episódios, mas eu vi. Eu vivi eles, eu conheço as histórias e sei os processos e problemas. Tendo estado lá com o resto do elenco e todas essas histórias por tanto tempo, eu sei o que é importante para eles e eu quero apoiá-los, em qualquer coisa que for.

Como mulher em uma indústria ainda predominada por homens, quando você começou a sentir que tinha uma voz e que sua voz estava sendo ouvida?

Eu sempre valorizei ser profissional, respeitar o processo das outras pessoas e ter o meu próprio processo. Se você ver pelo ponto de vista de “Você está tentando fazer o seu melhor e eu também. Vamos ver como podemos trabalhar juntos e colaborar.” Essa sempre foi a minha perspectiva. Eu tenho um amigo que me viu no set e disse “Você tem uma opinião? Que surpresa!”, eu sempre tenho uma opinião, mas acho importante expressá-la de uma forma muito empática e respeitosa.

Além disso, o site também conversou como ator Hartley Sawyer (Ralph Dibny, em The Flash) sobre a estreia de Danielle como diretora.

Hartley, como é ter uma de suas colegas de trabalho, Danielle Panabaker, dando esse passo ao dirigir um episódio nessa temporada? Isso te inspira a querer tentar também?

HS: Me inspirou a querer tentar, e também me intimidou, percebendo o quão monumental é essa tarefa. Ela fará isso e fará muito bem. Não tenho dúvidas disso. Eu conheço Danielle antes de entrar para a série, a conheço há vários anos. Fiquei muito animado quando isso foi anunciado e ouvi oficialmente. Estou muito orgulhosa dela. Não consigo pensar em alguém que mereça mais. Ela é muita das pessoas mais trabalhadoras que eu conheci nesse meio, sem dúvida.

Fonte: Collider
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil