Dando continuidade a série de entrevistas sobre a estreia de Danielle Panabaker como diretora no episódio de 5×18 “Godspeed”, de The Flash, a atriz conversou com o site Entertainment Weekly e comentou sobre a história do episódio, os desafios e conselhos que recebeu e ainda revelou qual série do Arrowverso gostaria de dirigir.

Confira a tradução na íntegra:

The Flash está indo direto para o futuro na estreia de Danielle Panabaker como diretora!

Retornando com a sequência da equipe Flash descobrindo o segredo de Nora, o episódio desta terça-feira, “Godspeed”, mergulha na história de origem de Nora e, revela como ela acabou indo trabalhar com Eobard Thawne/Flash Reverso (Tom Cavanagh) e como é uma Central City pós-Crise. Enquanto isso, no presente, Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton) ainda estão se recuperando da descoberta chocante, o que cria uma tensão entre os dois.

À frente do episódio, o Enterntainment Weekly conversou com Panabaker por telefone sobre os desafios de dirigir “Godspeed,” a introdução do velocista malvado titular e mais.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Este é o primeiro episódio após a equipe Flash descobrir que Nora esteve trabalhando com o Flash Reverso. Como foi dirigir um episódio tão importante?
DANIELLE PANABAKER: Foi uma honra. Me sinto muito grata. Foi um roteiro incrível. Tive muita sorte de receber uma história importante para a equipe Flash, para Barry e Iris, e para Nora. Então eu realmente quis fazer justiça à isso, e estou animada. Sinto que também foi um grande episódio. Você sabe, voltar e contar a origem de Nora é importante, e estou animada para os fãs poderem ver isso.

Como você encarou dirigir os flashbacks/viagens para o futuro da história de origem de Nora?
Para mim, o desafio foi pegar a semana que tivemos para preparação e fazer o possível para criar esse mundo de 2049 e fazê-lo parecer o mais moderno e futurístico possível com o orçamento que tivemos. Tenho que dizer, nosso designer de produção e o departamento de locação fizeram um trabalho incrível em encontrar lugares que podíamos gravar e que, eu espero, pareçam um pouco de outro mundo. Há esses pequenos carros que conseguimos que eu fiquei obcecada. Em termos de trabalhar com Jess, foi um presente porque ela é incrivelmente talentosa. Essa parte foi fácil.

A representação do ano 2040 em Arrow foi bem tenebrosa, e até agora só vimos o interior de Iron Heights sempre que Nora viaja para o futuro. Como é Central City em 2049?
2049 é um mundo pós-crise. E parece realmente moderno e elegante. Um dos escritores sugeriu que parece muito Marie Kondo; todo mundo se livrou de tudo que não trazia alegria. Então, um pouco minimalista, mas limpo, claro e brilhante.

Como Barry e Iris estão lidando com essa grande surpresa?
É um conflito, com certeza. Para Barry, descobrir que sua filha esteve trabalhando com o homem que matou sua mãe na frente dele quando era criança, é uma grande traição. Eu não tenho certeza se é algo que Iris compreende completamente, e eles irão ser desafiados um pouco como casal e como pai e mãe sobre como agir e como superar isso.

Barry também encara Thawne pessoalmente neste episódio. Como foi dirigir este momento?
Me senti incrivelmente sortuda. Sonhei com essa cena desde a primeira vez que li o roteiro. Porque Eobard Thawne é um vilão tão forte, ele realmente desafia Barry. Eobard, em particular, é muito esperto e manipulador, e ele é o arqui-inimigo de Barry. Fazer essa cena com esses dois atores inacreditavelmente talentosos foi um presente.

Você leu alguma história em quadrinho para se preparar e inspirar o episódio?
Absolutamente, sim! O episódio chama “Godspeed,” então eu fui atrás da DC e obtive a maior quantidade de HQs sobre Godspeed que eu pude. Eu quis aprender sobre ele e tentar prestar homenagem ao estilo de HQ de ter um velocista vilão na série.

O que podemos esperar de Godspeed neste episódio?
Eu acho que é muito legal. É a primeira vez que vemos um velocista vilão em um tempo, e eu acho que ele é o inimigo perfeito para ser o primeiro vilão de Nora.

Como você lidou ao dirigir você mesma neste episódio?
Isso, na verdade, foi um desafio, com certeza. Eu tive apenas um dia de trabalho como atriz no episódio, mas foi um desafio por vários motivos diferentes. O primeiro é que era o meu primeiro dia dirigindo. Um dos conselhos que vários diretores me deram foi ‘Tenha um primeiro dia fácil.’ Infelizmente, por conta de conflitos de cronograma, isso não foi possível, então meu primeiro dia foi um desafio porque eu tive que atuar e dirigir. A escritora Kelly Wheeler estava comigo em Vancouver, então ela ficou encarregada de ficar reassistindo as cenas. E também era uma cena grande no córtex, nós estávamos com três câmeras em cada tomada de cena, não tinha como eu ficar sentada assistindo os monitores. Eu não queria perder tempo reassistindo as cenas no monitor, então tive que confiar no que eu estava vendo enquanto estava na cena e também confiar naqueles que estavam atrás dos monitores de que nós estávamos pegando o que era necessário.

Sempre que atores dirigem um episódio de sua série, geralmente se preparam observando outros diretores. Quais diretores você observou?
Eu observei muito. Eu acho que às vezes deixei o nosso produtor um pouco louco, porque eu continuava aparecendo em reuniões de produção. Eu apenas queria escutar e observar o máximo que eu podia. Na 4ª temporada eu fiquei ao lado de Tom Cavanagh, o que foi uma experiência realmente única, assim como David McWhirther quando ele dirigiu o nosso final. E como você sabe, o final é um dos maiores episódios que fazemos em uma temporada de The Flash, então eu aprendi muito com os dois. Eu também aproveitei a oportunidade para tomar bebidas, um café ou procurar alguém que tivesse dirigido o programa e pedir conselhos.

Qual foi o conselho mais útil que você recebeu?
Use sapatos confortáveis. [Risadas] Na verdade, todo mundo me deu conselhos diferentes. Tom me deu ótimos conselhos em tantas coisas diferentes, mas em particular sobre ser ator na série, porque a realidade é que, assim que o episódio acaba, você volta a ficar ao lado de todos, como era antes de ser um diretor. Então você não pode queimar nenhuma ponte. É um conselho realmente útil. David McWhirther possui um entusiasmo e energia inacreditáveis. Todos tinham conselhos diferentes da perspectiva deles.

Quando eu falei com Danielle Nicolet no ano passado, ela disse que Tom grita “Luz! Câmera! Ação!” antes de toda tomada de cena como um diretor antigo. Você desenvolveu algum tique diretorial nos 10 dias de produção?
Tenho certeza que sim, mas não tenho certeza se sei quais são. É engraçado, Grant fez um comentário dizendo que há apenas alguns diretores que realmente entendem como dizer “ação!” antes da cena, porque isso pode realmente afetar a energia e o momento de uma cena. Se ele sabia ou não, foi um elogio, ele disse que eu estava entre os que sabiam dizer “ação” bem.

Você foi picada pelo bichinho da direção? Você quer fazer isso mais vezes?
Assim que todos viram o meu corte e eu tive um retorno positivo, minha próxima pergunta foi “O que eu posso dirigir a seguir?”

Há alguma outra série do Arrowverse que você gostaria de dirigir? Se sim, qual?
Absolutamente! Eu adoraria ir para Supergirl. Eles são grupo muito positivo e entusiasta. Eu sinto que o tom é um pouco parecido. Uma das coisas difíceis que você tem que balancear em The Flash é esse conceito clássico de “coração, humor e espetáculo”, e eu acho que Supergirl tem muito disso de uma maneira diferente do que Legends [of Tomorrow], que é um pouco mais maluco e se inclina mais para o humor, ou Arrow, que pode ser um pouco mais sombrio e um pouco mais cheio de ação.

Fonte: Entertainment Weekly
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil

Com o episódio 5×18, dirigido por Danielle Panabaker prestes a ser exibido, a atriz realizou entrevistas para falar sobre a sua experiência nesta nova função. Ao TV Line, Danielle falou sobre como foi trazer à vida o passado da filha de Barry e Iris, Nora; e também falou sobre o episódio 5×19, que abordará novamente a família de Caitlin e por fim comentou sobre a season finale que se aproxima. Confira a tradução na íntegra:

Para a sua estreia como diretora, Danielle Panabaker não recebeu qualquer episódio de The Flash. Ao invés disso, ela foi encarregada de trazer à vida o passado de Nora West-Allen (que, é claro, acontece no futuro. Viagem no tempo!)

O 18º episódio desta temporada (que vai ao ar nesta terça-feira) também aborda a esperada revelação de que Nora viajou no tempo sob a tutela de ninguém menos que o Flash Reverso, o que deixou Barry fora de sério, e essas emoções não vão embora tão cedo. O TVLine conversou com Panabaker sobre sua estreia por trás das câmeras e as críticas cenas que ela teve a oportunidade de supervisionar.

TV Line | Qual foi o maior ou o mais interessante desafio que esse roteiro em específico lhe apresentou como diretora?
DP: Grande parte deste roteiro em particular ocorre no ano de 2049 – é a história de origem de Nora, então estamos avançando para o futuro – e eu acho que esse foi o maior desafio, criar um mundo 30 anos no futuro com um orçamento episódio de TV. Permitiu que todos fossem realmente criativos e realmente se esforçassem, mas certamente foi um desafio.

TV Line | No último episódio as coisas ficaram super intensas depois que o segredo de Nora foi revelado. Há muitas emoções acontecendo com a família WestAllen?
DP: Absolutamente. Quero dizer, essa história vai continuar mesmo depois desse episódio, um pouco no 5×19, mas sim, a traição que Barry sente é devastadora para ele. E como pais, eles têm que lidar com essa batalha que vimos de maneiras diferentes nesta temporada, mas não nesse nível de “como ser pai/mãe” e o que eles devem fazer.

TV Line | Eu não me lembro de ver Grant assim em uma cena, e talvez você também não tenha. A reação de Barry foi tão explosiva, que foi meio surpreendente.
DP: Quero dizer, o Flash Reverso é o seu maior vilão. Ele matou a sua mãe na frente dele, então descobrir que a sua própria filha se aliou a ele… Eu não sei como você supera isso.

TV Line | Você acha que um episódio que é mais sobre emoções e sobre enredo é mais acessível para um diretor de primeira viagem do que se eles tivessem lhe dado algo que fosse muito carregado de ação?
DP: Eu não sei se é mais acessível. Certamente é um desafio diferente e, felizmente, é uma língua que eu falo como atriz e tenho estudado os personagens com muita frequência. Não tenho certeza se um diretor de primeira viagem que não é um ator teria entendido facilmente as nuances desses personagens. Eu também tenho a grande sorte de conviver com esses personagens por 110 episódios, então eu conheço suas histórias profundamente e intimamente.

TV Line | Pouco antes de você ligar [para a entrevista], a The CW divulgou as fotos do episódio e há essa do Eobard em sua cela de prisão do futuro com Barry o encarando. Nos adiante qual o clima daquela cena.
DP: Quando li o meu roteiro, fiquei animada para filmar aquela cena, em particular, desde o começo. Eu acho que Eobard realmente tem uma fala no começo da temporada onde ele diz para Nora “Se o seu pai soubesse disso, ele estaria aqui em um flash”, e é verdade. É uma cena inacreditável entre dois atores incríveis. Eles são tão talentosos e as performances são tão cheias de camadas e intensas. É um momento muito legal.

TV Line | Eu também vejo coisas interessantes acontecendo com os reflexos no vidro. É enquadrado de uma forma muito interessante.
DP: Eu me diverti bastante com isso. Esse set pode ser um pouco desafiador porque é um pouco restritivo, mas tentei usar o que pude para ajudar a contar a história visualmente também.

TV Line | O episódio é intitulado “Godspeed”, que é um personagem da DC Comics. Como isso entra em jogo aqui?
DP: Eu me sinto sortuda de poder fazer um dos poucos episódios desta temporada que é realmente sobre um vilão velocista. Obviamente nós temos o Flash Reverso durante toda a temporada, mas ele não está correndo, então imediatamente eu pedi por quadrinhos do Godspeed que eu poderia ter acesso. Godspeed é meio que o primeiro inimigo de Nora [como velocista] e eu acho que há algo realmente especial nisso.

TV Line | E nesse episódio, o que Caitlin está fazendo o tempo todo?
DP: Continuamos de onde paramos no episódio 17, vendo como todos ficaram chocados quando essa notícia bombástica é revelada, e rapidamente a equipe Flash decide ler o diário de Nora. É assim que vamos para esse flashback/viagem para o futuro na história de Nora.

TV Line | Olhando um pouco mais a frente: Icicle/Geada (interpretado por Kyle Secor) está de volta na próxima semana. O que ele está fazendo?
DP: Ele tem negócios inacabados e tem um plano em que precisa de Caitlin e, curiosamente, de sua mãe. Ele volta para a cidade para se reunir com sua família e ver se ele pode usar suas habilidades de meta humana seu favor.

TV Line | Como estão as coisas entre Caitlin e Carla (Susan Walters) atualmente?
DP: Um pouco abalada, como sempre. Um pouco fria. Mas eu realmente gostei de a termos trazido mais para a série e ver o relacionamento de Caitlin com ela e sua família. É importante que a mãe dela esteja por perto para essa sequência.

TV Line | Poderia haver alguma evolução, algum crescimento para essa relação mãe e filha?
DP: Acho que sim. Você sabe, Caitlin amadureceu ao longo dos anos e acho que ela está aberta o suficiente para ver o remorso da mãe pelos erros que ela pode ter cometido.

TV Line | Você descreveria similarmente as coisas entre Caitlin e Killer Frost como simpático?
DP: Sim. Eu adoro que nessa temporada eles realmente fizeram um ótimo trabalho, na minha opinião, em explorar o relacionamento entre elas, e se elas são capazes de coexistir. Eu acho que elas ainda lidariam com situações de uma maneira diferente, mas Killer Frost definitivamente está menos agressiva.

TV Line | Quando falei com Sarah Caster, sua ex colega de Shark, ela estava tão animada que você está interpretado a inimiga mais formidável de Cicada II.
DP: Tem sido tão bom tê-la, e ela trouxe uma camada muito legal para a série. Eu acho que é um enredo incrível para Caitlin, que ela não é afetada pelos poderes de Cicada em diferentes maneiras, mas Killer Frost ainda é a sua “arma secreta”.

TV Line | Por fim, o que você pode dizer sobre o final da temporada (que será exibido no dia 14 de maio). DP: Como você o compararia com os finais anteriores?
Todos os anos parece que de algumas forma eles encontram uma maneira de se superar. Ainda estamos na *metade das gravações do final, mas será realmente épico. Eu acho que será devastador em alguns aspectos e terá uma reviravolta no final típico de The Flash, que eu estou animada para os fãs verem.

*as gravações da 5ª temporada de The Flash foram encerradas na última sexta-feira (12/4), a entrevista foi feita há algumas semanas, quando o elenco ainda estava gravando.

Fonte: TV Line
Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil

Danielle Panabaker é a capa da edição de outubro da revista NKD Mag. Além da sessão de fotos, a atriz concedeu entrevista e falou sobre o começo da carreira junto com sua irmã, Kay Panabaker, a sua estreia como diretora em um episódio de The Flash, assim como a 5ª temporada da série, o que espera de trabalhos futuros, empoderamento feminino, o impacto e legado de suas atuais personagens e mais. Confira a entrevista na íntegra:

DANIELLE PANABAKER por Catherine Powell
Danielle Panabaker é tão fácil quanto consegue – até o seu pedido de café é simples (se você está se perguntando, é um latte gelado de amêndoas.) Ela chega para a nossa manhã de ensaio fotográfica pronta para começar, e imediatamente após acabar, ela embarca em um avião de volta para Vancouver, onde passa quase 10 meses do ano gravando The Flash. O estresse de um longo dia pode pegar algumas pessoas, mas Danielle está acostumada a isso – ela tem vivido essa vida agitada desde que tinha 15 anos. Agora com 31, ela é uma profissional experiente – mas ainda não está completamente convencida de que poderá fazer isso para sempre.

Danielle cresceu mudando de cidade a cada dois anos por conta do trabalha de seu pai com vendas, e enquanto estudava em casa nos subúrbios de Atlanta, sua mãe inscreveu Danielle e sua irmã mais nova (a atriz Kay Panabaker) em um programa de teatro comunitário para que elas pudessem ficar perto de crianças de sua idade. As duas trabalharam um pouco em Atlanta antes do clã Panabaker se mudar do norte para Chicago, onde as duas irmãs continuaram trabalhando. Eventualmente, foi sugerido que as garotas tentassem a temporada de pilotos em Los Angeles, então eles se mudaram novamente quando Danielle tinha 15 anos de idade. 15 anos depois, ainda é onde Danielle chama de casa.

Ambas Danielle e Kay tiveram sorte e começaram a trabalhar logo, o que foi difícil para a família no começo, mas eles fizeram funcionar. Sua mãe viajava com quem estivesse filmando fora da cidade, e o seu pai ficava em casa, em Los Angeles, com a outra. Mas assim que fez 18 anos, ela não precisava de acompanhante.

Danielle achou confortante ter por perto alguém que entendia o que ela estava passando, mas admite que as duas tiveram experiências muito diferentes. “Ela [Kay] é muito mais extrovertida do que eu, e muitas coisas vieram mais fácil para ela do que pra mim,” Danielle admite. “Foi bom ter ela [por perto], mas a experiência de cada uma é diferente.”

Apesar dos sonhos e objetivos de Danielle, ela sempre olhou para a atuação de um ponto de vista muito realista – onde cada trabalho poderia ser o seu último. Mesmo aos 15 anos, ela entendia que muito de sua carreira estava fora de seu controle. “O fato de que eu posso viver fazendo o que eu amo? Eu tenho sorte,” ela diz, “mas quando nós viemos para Los Angeles, foi com o entendimento que essa coisa de atuar não iria dar certo e eu voltaria para Chicago em um ano.” Entretanto, as coisas mudaram constantemente para ela na adolescência, então a família ficou na California. Mas mesmo com o sucesso inicial, Danielle e seus pais ainda valorizavam a educação, e ela foi para a UCLA (Universidade da California em Los Angeles) e aos 19 anos se formou em Inglês. “Naquela época eu estava trabalhando integralmente em Shark, então eu ia para o trabalho às segundas, quartas e sextas-feiras, e ia para a faculdade às terças e quintas,” Danielle relembra, “É o meu plano B. Eu gostaria de pensar que não preciso de um plano B, mas a realidade é que essa indústria está mudando muito rápido.”

Danielle trabalhou em Shark por quase três anos e após isso, fez uma decisão consciente de não trabalhar na televisão por um tempo. Mas depois de alguns anos fazendo filmes de baixo orçamento, Danielle começou a procurar ativamente por um novo papel na televisão. E aí entra The Flash.

Imediatamente interessada na série por conta do envolvimento do produtor Greg Berlanti, Danielle conquistou o papel de Caitlin Snow e está na série desde o primeiro episódio. Agora, após três meses gravando a 5ª temporada, a série se aproxima de seu 100º episódio. “Não há muitas séries por aí que fazem isso,” ela diz, “algumas vezes parece que já se passaram 40 anos e as vezes parece que foram 4 minutos.”

The Flash foi a segunda série do universo da The CW denominado de “Arrowverse” (seguido de Arrow, obviamente), e com isso veio uma esperada quantidade de sucesso. Arrow tinha reunido um número de fãs, e havia pelo menos uma forte esperança de que aqueles espectadores também acompanhassem outra série de super-herois dentro do mesmo universo. As expectativas eram tão altas que alguns dos colegas de elenco de Danielle e vários membros da equipe começaram a procurar moradia em Vancouver enquanto gravavam o piloto – antes da série ter o seu sinal verde oficial. Mas, realista como sempre, Danielle esperou até que as coisas fossem oficiais antes de se mudar para o Canadá. “Isso é contar com as galinhas antes que o ovo choque,” ela diz, “Eu estive fazendo isso por tanto tempo, que pensava ‘Eu vou atravessar essa ponte, quando for a hora'”

Além do nome de Greg [Berlanti] estar relacionado a série, Danielle imediatamente foi atraída para Caitlin por conta de suas várias camadas. “Ela tem um ótimo trabalho que ela é incrivelmente boa, e é muito inteligente, e ser inteligente é celebrado,” diz Danielle, “eu sempre fui boa em matemática, e era constantemente provocada por conta disso, então eu gosto que a inteligência e sua paixão pelo trabalho estejam em foco, ao invés de apenas com quem ela está namorando.”

Os fãs dos quadrinhos imediatamente reconheceram o nome de Caitlin como o alter ego de Killer Frost, e estavam esperando pelo dia em que ela se tornaria gélida na tela. Este momento chegou na 3ª temporada, seguindo o “Flashpoint” – uma ocorrência de alteração da linha do tempo que foi o resultado de Barry Allen (Grant Gustin) voltando no tempo para salvar a sua família, e então desfazendo a coisa toda. (Não mexam com viagem no tempo, crianças.) Mas como aprendemos no final da 4ª temporada, os poderes de Caitlin não foram resultados da impulsividade de Barry ou do acelerador de partículas, e sim de alguma coisa que esteve em seu DNA desde a infância.

Danielle estava ansiosa para abordar mais da história de Killer Frost na 4ª temporada, mas é completamente sincera ao admitir que sentiu que isso se perdeu no embaralhado de todos os outros pontos da trama. Mas a 5º temporada explorará as histórias de ambas Killer Frost e Caitlin com mais profundidade do que nunca. “Eles me prometeram que neste ano fariam um trabalho melhor de explicar de onde ela surgiu e quem ela é, e estou animada para aprender mais sobre isso,” Danielle diz sobre Killer Frost, “na metade da 4ª temporada, eu senti que ela estava apenas aparecendo.”

Parte desse entendimento virá da introdução do pai de Caitlin, interpretado por Kyle Secor, “Eu conheci Kyle e ele é um sonho,” Danielle diz. Pelos últimos três anos, Caitlin tem operado sob a suposição de que seu pai está morto, então essa introdução com certeza causará uma agitação. Enquanto ela investiga a história de sua família para aprender mais sobre seus poderes, isso a leva a ter mais perguntas sobre sua família. Com o relacionamento com sua mãe já manchado, isso deve ser revelador.

A nova informação de Caitlin balança a sua dinâmica com a equipe Flash – mas em uma maneira boa. Como a única personagem principal que não teve a família realmente explorada, as novas revelações irão trazer o apoio de seus colegas. Danielle adianta que “boas cenas com Carlos [Valdes]” estão vindo, e até mesmo uma amizade com o novo membro da equipe Flash, Ralph (Hartley Sawyer).

Enquanto Danielle se acostumou a interpretar Caitlin, nesta temporada ela terá um novo papel: diretora. Danielle fará a sua estreia como diretora no episódio 18 desta temporada e enquanto a gravação desse episódio está a meses de distância, ela já está se preparando. “Eu estive extremamente focada nisso. Estou extremamente ansiosa,” ela diz, “eu quero aprender o máximo que eu posso.” Para se preparar, Danielle passa o maior tempo que pode na sala de pós-produção, e fez um wokshop de direção no último verão. No tempo livre durante as gravações, ela está fazendo uma ‘masterclass’ em direção com Ron Howard, e recentemente sentou com Tara Nicole Weyr, que dirigiu The Flash na temporada passada, que deu um grande conselho de como conduzir a série. “Ela foi tão generosa comigo e me deu ótimos conselhos,” diz Danielle.

Danielle sempre foi fascinada pelo processo de criação de filmes e televisão porque são “mais de 150 artistas se reunindo, fazendo o que eles fazem de melhor, para criar algo.” Ela sempre pensou que gostaria de produzir em algum momento da carreira, mas acabou tendo a oportunidade de dirigir primeiro. “Eu estava realmente inspirada por Tom Cavanagh [que interpreta Harrison Wells em The Flash], que dirigiu na 3ª temporada,” diz Danielle, “eu fiquei um pouco apavorada quando me ofereceram o trabalho, mas eu acho que me inclinar, dizer ‘sim’ e aproveitar a oportunidade.” Os colegas de trabalho de Danielle já apoiam o seu esforço. Particularmente Danielle Nicolet (que interpreta Cecile), e se juntou a série em 2015, e Tom. “Eu não acho que estaria fazendo isso sem o apoio e orientação de Tom,” ela diz. “E eu acredito que Grant e Carlos irão me apoiar de alguma forma especial.”

Apoio é algo que atravessa o universo inteiro da DCTV – especialmente entre as mulheres, que criaram um tipo de refúgio com o nome de SheThority – que oferece uma plataforma para mulheres darem conselhos para as outras e compartilharem suas histórias. “Eu tenho que dar muito crédito para Caity Lotz, porque foi ela quem apresentou a ideia para nós no último outono, durante os crossovers, e não acho que estaríamos nisso se não fosse por ela,” diz Danielle. “Na era do ‘Times Up’, vendo a discrepância de salários entre homens e mulheres nessas séries… Ter essas mulheres com que eu posso contar – Caity Lotz e Katie Cassidy em particular – é empoderador.” As mulheres eliminaram a ideia de que “há apenas lugar para uma” e estabeleceram uma comunidade onde sabem que outras mulheres irão a batalha por elas. “Houve pessoas na minha vida que ficaram um pouco irritadas por termos nos unido, mas na minha opinião, conhecimento é poder, e sou grata a essas mulheres,” ela diz.

SheThority tem dado às mulheres uma conexão mais profunda com as fãs da série e no topo da interação online, Danielle faz um ponto em comparecer a convenções e conhecer fãs de todo lugar do mundo sempre que sua agenda permite. “Sempre fico deslumbrada quando jovens garotas me dizem ‘Eu quero ser médica’ ou ‘Eu quero ser uma cientista como Caitlin’, isso é incrível,” diz Danielle. “Essas são as interações que são mais significativas para mim – saber que há jovens mulheres assistindo a série e são impactadas por isso de uma forma positiva.”

Com The Flash ainda forte e sem sinais de acabar tão cedo, Danielle não tem certeza do que acontecerá após o eventual fim da série. “Não sei o que vem a seguir. As coisas estão mudando – há muitas plataformas para conteúdo agora,” ela diz, “eu acho que o sonho seria estar em algo como The Handmaid’s Tale ou The Marvelous Mrs. Maisel.” Ela espera que a direção abrirá mais as portas para os bastidores, seja produzindo ou dirigindo outras séries de televisão. “Eu me sinto muito confortável dirigindo The Flash primeiro,” ela diz, “Quando os novos diretores chegam, eu sinto muita empatia por eles.”

Para o futuro imediato, Danielle irá estrelar no filme de natal do canal Hallmark, Christmas Joy, que estreia dia 3 de novembro – uma oportunidade que a animou imediatamente por conta do quão “generoso Hallmark Channel é com as mulheres.” O roteiro foi escrito por uma mulher, assim como foi dirigido por uma mulher – e obviamente estrela uma mulher. Em adição, há uma abundância de mulheres na equipe. “Foi bom fazer algo um pouco diferente,” diz Danielle.

Antes de The Flash, Caitlin Snow e Killer Frost já existiam, e assim que a série inevitavelmente acabar, elas continuarão a existir – seja nos quadrinhos ou em novas adaptações para as telas. No que diz respeito a legado, Danielle não pensa muito nisso – mas ela é incrivelmente grata por fazer parte dessa jornada. “É muito louco que eles fizeram um Funko Pop de mim,” ela diz, “É muito legal.”

Fonte: NKD Mag

Tradução e adaptação por Danielle Panabaker Brasil

—- CONTÉM POSSÍVEIS SPOILERS DE THE FLASH! —-

No dia 2 de dezembro do ano passado, Danielle Panabaker e Tom Felton, intérprete do personagem Julian Albert, gravaram algumas cenas de The Flash no Portal Park em Vancouver. O site What’s Filming? registrou o momento e divulgou as fotos hoje (10).

All the pictures above belong to What’s Filming?/WhatsFilming. Credits to the owner.

Segundo o relato postado no site, Danielle e Tom filmaram uma cena juntos onde os personagens conversaram sob o pavilhão do parque e em seguida ‘deram os braços’ e foram andando para fora da cena.

As gravações são, provavelmente do episódio 3×13 de The Flash. Nesta semana, o produtor executivo da série, Andrew Kreisberg, revelou ao Entertainment Weekly que o episódio 3×13 é o primeiro de dois episódios centrados no Gorila Grodd; e que um desses episódios se passa em Gorilla City.

Outro detalhe que chama a atenção são as roupas de Caitlin e Julian na cena. O personagem de Tom Felton usa roupas similares as do flashback mostrado no episódio 3×09, quando ele encontra a Pedra Filosofal. Vale ressaltar também que a roupa de Caitlin nas fotos não se assemelham muito ao que a personagem usa habitualmente.

A teoria apresentada pelo What’s Filming? é que todos esses fatos levam a crer na possibilidade de Caitlin e Julian estarem em Gorilla City na cena gravada.

E aí? O que você acha? Compartilhe sua teoria com a gente lá no Twitter @DPanabakerBR!

Source: What’s Filming?
Credits to Noela86 on instagram for the Danielle/Tom picture on the left of the featured image.